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Mundo

Há 60 anos era erguido o Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria

Marco que dividiu a Alemanha em dois territórios durou 28 anos

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© Reuters/Wolfgang Kumm/ DPA / Picture Alliance/Direitos reservados

Ruas, praças e bairros divididos da noite para o dia. Famílias separadas. Amigos do outro lado da fronteira. Em 13 de agosto de 1961, a construção do Muro de Berlim, na Alemanha, surpreendeu a população. O marco divisor entre Alemanha Ocidental e Oriental foi mantido por 28 anos e se tornou símbolo da Guerra Fria.

De um lado, a República Federal da Alemanha, conhecida em português pela sigla RFA, que seguiu o plano de reconstrução do capitalismo norte-americano na Europa Ocidental. Do outro, a República Democrática Alemã, com a sigla RDA, sob influência da União Soviética.

Durante o período pós-Segunda Guerra Mundial, estima-se que 2,7 milhões de alemães deixaram o Leste da Alemanha por motivos políticos, econômicos e pessoais. Para impedir esse êxodo e reafirmar a soberania do governo do lado oriental, a RDA colocou em prática um plano ultrassecreto, chamado de Operação Rosa.

Na madrugada de um domingo, as tropas da RDA fecharam a fronteira e deram início à construção de um muro. Os moradores acordaram com barreiras de arames farpados onde ainda não havia a estrutura de concreto. Pedestres não puderam mais transitar entre os dois lados. A circulação de transporte rodoviário e ferroviário também foi cortada.

Depois de pronto, o Muro de Berlim tinha mais de três metros e meio de altura e mais de 110 quilômetros de extensão. Toda a área era monitorada por guardas, com ordem de atirar em quem tentasse furar o bloqueio.

As pessoas tocam os restos do Muro de Berlim no memorial do muro na Bernauer Strasse, em Berlim, Alemanha.
Memorial do Muro de Berlim na Bernauer Strasse, em Berlim, Alemanha – Fabrizio Bensch/Reuters/Direitos reservados

De acordo com dados do Memorial do Muro de Berlim, desde a construção até a queda, em 1989, pelo menos 140 pessoas foram mortas no local. Além disso, 251 pessoas morreram durante ou após os controles de travessia.

O que restou do muro hoje é um museu a céu aberto. Ali é possível aprender mais sobre os conflitos que permearam a divisão do país e conhecer as histórias das vítimas, assim como ter acesso a depoimentos de testemunhas oculares.

Edição: Beatriz Arcoverde/Denise Griesinger

Fonte: EBC

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Vídeo-Terremoto perto de Melbourne também sacode Victoria

A Geoscience Australia disse que o terremoto ocorreu 10 km abaixo da superfície, cerca de 150 km a leste da cidade.

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Um forte terremoto sacudiu Melbourne esta manhã.

A Geoscience Australia disse que o terremoto ocorreu 10 km abaixo da superfície, cerca de 150 km a leste da cidade.

O terremoto inicial foi sentido a 190 km de distância em Melbourne, bem como nas regiões de Victoria, Sydney, Nova Gales do Sul, ACT, Adelaide e Launceston na Tasmânia.

Geoscience Australia disse que o terremoto foi potencialmente o maior terremoto no leste da Austrália.

Existem relatos de danos significativos em algumas partes de Victoria, disse a rede de tv ABC.

Os Bombeiros de NSW disseram que não há relatos de grandes danos estruturais em New South Wales.

VicSES diz que um terremoto de magnitude 6,0 – ocorreu com um epicentro perto de Mansfield em Victoria.

Mansfield é uma pequena cidade no sopé dos Alpes Vitorianos. Fica a aproximadamente 180 km a nordeste de Melbourne.

Em Breve mais informações.

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Mundo

Inundações históricas em Nova York e Nova Jersey deixam nove mortos

Serviço Nacional do Clima emitiu alerta de emergência

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© Reuters/Thomas P. Costello/USA TODAY Network/Direitos reservados

Inundações causaram a morte de pelo menos nove pessoas, arrastaram carros, submergiram linhas do metrô e impediram voos nos estados norte-americanos de Nova York e Nova Jersey, enquanto os resquícios do Furacão Ida provocavam chuvas torrenciais na área.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descreveu as inundações e o clima na noite dessa quarta-feira (1º) como um “evento histórico sobre o clima”, e o Serviço Nacional do Clima emitiu um alerta de emergência de inundação e raios para a cidade de Nova York pela primeira vez.

Os esforços de recuperação para reativar os sistemas de transporte, que atendem a milhões de moradores da área metropolitana densamente habitada, já estavam em andamento na manhã de hoje.

A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, pediu aos usuários do transporte interurbano que ficassem em casa. Pediu também paciência para um restabelecimento completo dos trens, depois que o serviço foi suspenso na maior parte da área, deixando muitos ilhados de madrugada.

“Esta vai para o livro dos recorde”, disse Hochul à CNN.

A tempestade provocou “taxas de chuva extremas”, de 5 a 7,6 centímetros por hora, ao longo do corredor que vai da Filadélfia à cidade de Nova York, informou o Serviço Nacional do Clima.

O metrô de Nova York continuava “extremamente limitado” na manhã de hoje, disse a Agência Metropolitana de Trânsito (MTA). Janno Lieber presidente interino e CEO da MTA, afirmou à imprensa que o serviço total só será restaurado no fim do dia.

O Serviço Ferroviário de Long Island, também administrado pela MTA, disse que as operações foram restabelecidas na maior parte dos terminais, mas que os usuários do transporte interurbano devem se preparar para atrasos de até 30 minutos em toda a malha viária.

Imagens publicadas em redes sociais de madrugada mostraram água jorrando em plataformas e trens do metrô, e socorristas retirando pessoas do sistema, disse Lieber em um comunicado.

Pelo menos uma pessoa morreu na inundação em Passaic, uma cidade de Nova Jersey, informou o prefeito Hector Lora.

A rede NBC, de Nova York, noticiou que mais uma pessoa morreu em Nova Jersey e sete na cidade de Nova York, incluindo um menino de dois anos. A mídia local relatou que pessoas ficaram presas nos sótãos, porque a tempestade fez a água subir por toda a metrópole.

Os governadores de Nova York e Nova Jersey declararam estado de emergência ontem à noite.

Todos os veículos não emergenciais foram proibidos nas ruas de Nova York até as 5h de hoje devido ao clima, disseram autoridades municipais no Twitter.

* Reportagens adicionais de Peter Szekely, Ann Maria Shibu, Akriti Sharma e Sarah Morland 

Fonte: EBC

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Portugal revoga proibição de viagens a turistas do Brasil

Proibição foi adotada há quase 18 meses para conter pandemia

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© REUTERS/Pedro Nunes/Direitos reservados

Portugal anunciou nesta quarta-feira (1º) que permitirá a entrada de turistas do Brasil, quase 18 meses depois de impôr a proibição de viagens não essenciais do país sul-americano para conter a disseminação do novo coronavírus.

Embora os brasileiros, que constituem a maior comunidade de migrantes em Portugal, tenham tido acesso permitido por motivos como trabalho, família ou saúde, a suspensão da medida é aguardada há muito tempo.

Portugal está agora aberto aos turistas da União Europeia que apresentem o certificado digital covid-19 do bloco, bem como aos dos Estados Unidos, de onde os visitantes devem apresentar um resultado negativo à chegada.

Os viajantes do Brasil agora já não precisam ficar em quarentena, mas devem apresentar um teste negativo de covid-19. A mesma regra se aplica a visitantes da Grã-Bretanha, de acordo com o governo português.

O Brasil teve mais de 20,7 milhões de infecções confirmadas pelo novo coronavírus e mais de 580 mil mortes.

Passageiros de países como Japão, Austrália, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Cingapura e Canadá também poderão viajar para Portugal se apresentarem um teste negativo.

Os visitantes do Nepal, da Índia e África do Sul são ainda obrigados a permanecer em quarentena durante 14 dias à chegada e só devem viajar por razões essenciais.

Portugal suspendeu a maioria das restrições com um plano em três fases, apoiado por uma rápida e eficiente implementação da vacinação.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 73% da população estão totalmente vacinados.

Fonte: EBC

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